Querido Pai Natal…

Querido Pai Natal:

Imagino-te atarefado com os embrulhos e a leitura de cartas. Também eu já fiz esse périplo. Já fiz listas, corri lojas, pensei nos presentes certos para aquelas pessoas especiais – aquelas a quem gostamos de mostrar que não saem do nosso pensamento -, fiz embrulhos (que depois empilhei cuidadosamente), comprei postais, escrevi postais, fechei envelopes e colei selos… Este é o melhor cansaço que há, o de pensar no amor que temos aos outros.

Claro que eu não tenho de estar em todos os shoppings e centros comerciais a dar colo a crianças estranhas – muitas delas em lágrimas e amedrontadas pelo estranho barbudo – e a ouvir os seus desejos. Eu só ouvi o meu desejo de fazer os outros felizes. Como fico feliz com o sorriso daqueles que amo!

E é por isso que te escrevo, para te libertar de preocupação comigo. Não preciso do teu embrulho. Se quiseres, podes sempre passar cá por casa. Entra pela porta, se faz favor, que já basta a balbúrdia do jantar… não quero cinza espalhada pela sala. Vou deixar comida na mesa, para o caso de estares com fome. Quanto à prenda… tenho tudo o que preciso, todos os dias, em doses generosas. Enquanto o presente for uma dádiva, terei Natal todos os dias.

Feliz Natal.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s