Pulo do Lobo – o Alentejo selvagem

A ignorância é uma coisa tramada, mas só fica na ignorância quem quer. Ia a caminho de Mértola, no início de umas férias merecidas, quando vi no mapa uma ‘bolinha’ a assinalar o pulo do lobo. Eu, ignorante, não fazia ideia do que era. Deduzi que fosse algo selvagem. E é, mas não da maneira que imaginei.

A sinalética para chegar ao local não é perfeita, o caminho também não. Tive, inclusive, de passar por uma propriedade privada para chegar ao leito do rio Guadiana e apreciar o seu lado mais selvagem. Dele, do rio, e do Alentejo.

O Guadiana é um rio calmeirão, talhado pelo ritmo do alentejo, e, tal como os alentejanos, com ar simpático e dócil. Mas, a determinado ponto, cruza-se com umas rochas teimosas que lhe fazem frente. O rio enche-se de brio e abre caminho por entre a rocha. Vendo-se apertado, espalmado por entre a pedra que o oprime, o rio enfurece-se e cai da rocha numa correnteza tal que assusta os mais corajosos. Dizem que é a maior queda e água do sul do país. Não sei, mas acredito. Uma coisa sei, e acreditem, é bonito ver a natureza em ação.

2016_10_27

Dizem também que a rocha oprime tanto o rio, aproximando as margens de tal forma, que até um lobo conseguia saltar de uma margem para a outra. Não conheço a bravura dos lobos, mas conheço a minha… achei melhor não saltar. Ficar na margem a saborear a natureza é tão bom!

Fica a dica, para aproveitarem os dias de bom tempo que ainda nos presenteiam.

O afiómetro fica

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