Legítima defesa

Nos últimos dias – e depois dos fogos de agosto – o termo legítima defesa é o que mais se lê nos jornais. Raramente me deparava com ele e agora parece que serve para tudo, que justifica tudo, até a monstruosidade.

Primeiro foi no caso da agressão em Ponte de Sor. Dois jovens de 17 anos agrediram um outro, de 15 anos, e deixaram-no em estado grave. Depois de vários dias em coma, o agredido começou a dar sinais de estabilizar, embora não se saiba ao certo se fica com sequelas da agressão. Os dois agressores dizem ter agido em legítima defesa. Dois contra um em legítima defesa?!

Depois deste, em Gondomar, um jovem de 14 anos morre depois de ser agredido por um outro, de 16 anos. A discussão terá começado por causa de uma rapariga e o agressor alega ter, novamente, agido em legítima defesa. Eu não sei o que dão de comer aos nossos jovens, mas está a torná-los violentos e irresponsáveis.

Não sei tudo o que envolveu estas agressões. Nem sequer quero saber! Mas, para mim, legítima defesa não é bater até a pessoa ficar sem sentidos ou morta. Legítima defesa é dar um estalo com força suficiente para fugir do local e procurar ajuda! Legítima defesa é fazer uma rasteira para o agressor tropeçar e me dar tempo de fuga.

2016_09_05

Em qualquer um dos casos, mesmo não os conhecendo ao detalhe, não me parece que tenha sido em legítima defesa. Foi, isso sim, maldade. E é esta maldade que me assusta e face à qual, receio, não tenho defesa.

No fim da Linha

No fim da Linha

 

 

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