Festivalamos*?

Verão não é apenas sol e mar. Limitar o verão, como todos os outros aspetos da vida, à imagem da praia é redutor e até mesmo ignorante (sim, eu sei, as estações de televisão fazem-no a todo o momento). No entanto, isso sim, sol e praia fazem parte do nosso imaginário de verão, tal como os festivais. E, à semelhança do sol e da praia, os festivais são uma das coisas boas do verão.

De ano para ano aumenta o número de festivais de verão, aumenta o número de participantes nos festivais e aumenta também a qualidade dos cartazes musicais apresentados. A música, as artes, são um importante meio cultural e é bom que o público a acarinhe. Não nos podemos esquecer que muitas revoluções foram travadas com os acordes musicais, que ajudaram a mudar mentalidades e comportamentos. Assim, de repente, lembro-me de Zeca Afonso e dos U2 (com o tema Bloody sunday).

A música assume-se como um poderosíssimo meio de influência política, de divulgação de culturas e uma indústria que gera milhões. E gera-os, não só com a sua atividade, a sua influência direta, mas igualmente de forma indireta. Quantas empresas lucram com os festivais de verão? Onde dormem os festivaleiros? Onde comem? A isto soma-se o conhecimento que levam sobre os locais onde os festivais se realizam e uma bagagem cultural sempre em crescendo. Música é cultura e economia, duas áreas que são tão precisas para o desenvolvimento da sociedade.

Hoje, os festivais já não são vistos como acontecimentos que juntam bandos de ‘miúdos’ a beber e a danças de forma mais ou menos desajeitada. Não! Hoje, são eventos intergeracionais, onde participam grupos de amigos, mas também famílias, com diferentes géneros musicais (a inclusão do fado no NOS ALIVE é o expoente máximo da convivência de géneros musicais). Aqui se fazem amigos, se conhecem estilos diferentes, aqui se aprende a respeitar e a aceitar a diferença.

Ontem começou mais uma edição do Super Bock Super Rock e do Meo Marés Vivas. Mas, com muita pena minha, este ano não consigo ir a nenhum dos dois. Sempre que vejo as datas de festivais tento arranjar um ‘buraco’ na agenda para poder ir. Nem sempre se consegue, mas tenta-se sempre!

Sem ter tempo para ir, em 2016, a festivais, eu vou festivalando todos os dias, como posso, porque a vida é uma grande festa. E vocês? São festivaleiros? Festivalamos?

*Festivalar – verbo inexistente na Língua Portuguesa, mas que gosto de utilizar. Acho que ainda invento uma petição para o adicionarem na gramática.

 

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Isto deixa-me…

Assim-Assim

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