Casa Museu Camilo Castelo Branco – Ribeira de Pena (Friúme)

Sabiam que Camilo Castelo Branco tinha casado pela primeira vez aos 16 anos? E que a sua primeira esposa, Joaquina, tinha 14 anos aquando do enlace? Até podiam saber, mas duvido que soubessem que eles moraram em Friúme, freguesia de Ribeira de Pena.
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Eu não sabia, mas descobri isto ao preparar um roteiro para um fim de semana de primavera. E descobri muito mais ao entrar na Casa Museu que instalada na casa onde o casal viveu nos dois anos em que durou o casamento. Entrem comigo! Melhor, façam a mala e visitem a Casa Museu de Camilo Castelo Branco!

A Irene recebeu-nos e convidou-nos a entrar na casa. A receção da Casa Museu é ‘forrada’ a excertos dos textos do Camilo, com indicação das suas obras e provando as influências que Friúme e Ribeira de Pena tiveram na escrita do autor que dizia não ter imaginação mas sim memória.

2016_04_20_1Com um pé dentro das histórias literárias de Camilo, subimos ao primeiro andar da casa. O espaço, embora a Irene tenha reconhecido não ser uma representação fiel do que seria na época, mostra cuidado em ter decoração à época e manter as dimensões das divisões da habitação. As fotografias dos sogros e da cunhada de Camilo dão um toque saudosista ao quarto dos esposos.

A Irene é uma boa contadora de estórias, e quase nos consegue transportar para a década de 40 do século XIX, para vermos as peripécias do Camilo. Não resisti a tirar uma foto na varanda da casa, imaginando-me, qual adolescente Joaquina, enamorada, à espera de Camilo! Ahhh…

Eu gosto de estórias e da história. E gosto de perceber como tudo aconteceu para termos aquilo que temos hoje. E gosto ainda mais de saber que há autarquias com sensibilidade para preservar a sua história, dando-lhe o devido valor. Ainda por cima, Ribeira de Pena, na Casa Museu de Camilo Castelo Branco, oferece-nos a história, e os esclarecimentos da Irene, sem qualquer custo associado. Bem-haja!

2016_04_20P.S. – Optem por chegar à casa fazendo o percurso pedestre PR1 – Caminho do Abade. O caminho está limpo, bem sinalizado e as paisagens que o acompanham são maravilhosas. Para além da casa do Camilo, vão encontrar a ponte de arame – uma maravilha da engenharia antiga – e podem ainda parar para admirar o Rio Tâmega junto a um velho lagar de azeite. São 6 quilómetros de percurso (mais 6 para regressar).

Nada de pieguices! Caminhem com calma e respirem fundo, que vale bem a pena. Se o abade, o Camilo, e eu conseguimos, vocês também.

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