O superior interesse da criança

Chegou março. O mês que traz a Primavera chegou com sol para animar a despedida do inverno. Não há nada melhor do que poder tomar café numa esplanada e aproveitar os raios de sol.

Mas nem sempre há luz nos nossos dias, nem sempre há boa energia nas nossas vidas. Na minha, na sua e na dos outros. Depois há aqueles onde as trevas vencem a luz. Não tenho outra explicação. Só a ‘escuridão’ justifica que um tribunal entregue a guarda de uma criança menor a um progenitor suspeito de abusar sexualmente dessa mesma criança (acusação à qual se junta a de violência doméstica). Mesmo que o progenitor esteja inocente, não manda o zelo pelo superior interesse da criança que se investiguem as acusações antes de entregar a criança nas mãos de alguém que lhe pode fazer mal?
(http://www.jn.pt/PaginaInicial/Justica/Interior.aspx?content_id=5053538)

Noutro ponto do globo, na Rússia, uma mulher decapitou uma criança de 4 anos, de quem seria ama. Depois passeou-se pelas ruas segurando a cabeça da sua vítima. (http://observador.pt/2016/02/29/detida-mulher-cabeca-crianca-decapitada/)
Estas notícias surgem depois de vários dias de buscas dos corpos de duas meninas que alegadamente terão morrido às mãos da mãe.

Não há sol nas mentes destas pessoas. Não há luz nas vidas destas crianças sacrificadas. De que vale lamentar o estado da sociedade se a construímos assim? Desrespeitamos a inocência dos mais pequenos, como podemos esperar que eles sejam o ‘futuro melhor’ que ambicionamos? E como podemos ambicionar um futuro melhor quando desaproveitamos o presente?

Valha-me o sol de março para fazer esquecer a negritude plasmada nas páginas dos jornais.

Este mundo pode mesmo estar a chegar…

No fim da Linha

No fim da Linha

One response to “O superior interesse da criança

  1. Estamos a fazer tudo mal é infelizmente o retrato que estamos a deixar para as gerações vindouras, pra as espécimes vindouras (porque também há-de chegar a nossa extinção, estamos a trabalhar para isso).
    Felizmente existem pessoas como nós que não conseguem dormir bem conscientes do que o mundo se está a transformar. Essas pessoas tentam ter alguma influência na bisanuais dos outros, para que a luz ganhe e perdure em sítios onde há falta dela.
    Para mim é compreensível ser-se imperfeito. Mas é imperdoável ser-se maquiavélico e justificar a malvadez com problemas psíquicos, ou traumas de vidas passadas. Eu continuo sempre a perguntar-me porque essas condições nunca levam a alguém a andar por aí a espalhar dinheiro ou companhia a quem precise, em vez de mortes e maus tratos.
    As pessoas não estão doentes. A doença não faz o mal. As pessoas estão é sem noção. Perdeu-se a noção de respeito. Respeito pelo espaço é vida do outro. Pelo valor da vida de cada um.
    Por isso é urgente que quem tenha essa noção, tem de ter ao dobro e nunca desistir de impor essa noção, para que os sem noção sejam lentamente uma má memória duma espécie e a luz vença a escuridão!

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