Sonetos de Amor – Camões

Uma vez alguém me disse que para que um dia valesse mesmo a pena teríamos que ter tempo para:

  1. Contemplar um quadro,
  2. Ouvir uma música,
  3. Ler um poema…

Vamos então deixar-nos guiar pela pena de Camões e seguir em frente com a poesia, nesta semana em que todos falam dos presentes de São Valentim, continuemos a falar de Amor!

Quem vê, Senhora, claro e manifesto
O lindo ser de vossos olhos belos,
Se não perder a vista só com vê-los,
Já não paga o que deve a vosso gesto.

Este me parecia preço honesto;
Mas eu, por de vantagem merecê-los,
Dei mais a vida e alma por querê-los;
Donde já me não fica mais de resto.

Assim que Alma, que vida, que esperança,
E que quanto for meu, é tudo vosso:
Mas de tudo o interesse eu só o levo.

Porque é tamanha bem-aventurança
O dar-vos quanto tenho, e quanto posso,
Que quanto mais vos pago, mais vos devo.

Sonetos de Luís Vaz de Camões, uma leitura que vale sempre a pena…

Muito Bom

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