Passeio D’ouro!

São Bento, a cidade, o centro do Norte. Saímos da Invicta ainda cedo para podermos aproveitar um dia em grande. Na incerteza do tempo deste Verão, tivemos sorte: o dia esteve sempre solarengo! Era já um desejo antigo fazer este Passeio D’ouro e finalmente a viagem cumpriu-se. Primeiro o comboio, depois o barco!

Estamos já em Campanhã, prontos para seguir viagem e eis que começamos com um primeiro passo algo atribulado mas não menos divertido… Há falta de lugares para sentar os muitos viajantes que querem participar nesta aventura, a CP precisou de acoplar mais carruagens à composição que seguiria para a Régua. Por problemas técnicos que não conseguimos compreender, a manobra estava difícil. E mais difícil ficou a situação quando vemos a locomotiva partir com metade das carruagens apenas, deixando-nos para trás!!!

Ei!!! Faltamos nós!

Foi assim um arranque a dois tempos, não ficámos esquecidos por muito tempo (quer dizer, ainda deu para fazermos uns quantos jogos de cartas). Mas no final tudo fica bem quando acaba bem e lá se conseguiu unir o comboio todo. Partimos!

Depois de alguns quilómetros vamos deixando para trás as cidades e deixamo-nos invadir pelo verde dos montes, das vinhas, da esperança. A paisagem deste Douro é qualquer coisa indescritível, as palavras não chegam para definir com precisão a beleza do rio e das suas encostas.

Passeio D'OuroSe do comboio a paisagem já se adivinha maravilhosa, então do barco… É deixar as fotografias falar por si! Vivemos num país tão pequeno quando pensamos na escala do mundo, mas tão grande quando paramos para, de verdade, apreciar cada pedaço desta nossa terra! Não haveria como não sermos Património Mundial da Humanidade!

No barco, ninguém nos deixou para trás! Fomos conduzidos até a nossa mesa onde nos foi serviço um bom almoço, comida e bebida da melhor categoria para não destoar no todo fantástico deste Passeio D’ouro! Como aperitivo um Porto, não podíamos sequer esperar outra coisa. Nas entradas tivemos Pataniscas de Bacalhau e Pão com Chouriço, logo seguidas de uma cremosa sopa de feijão verde. Como prato principal um lombo no forno bem suculento acompanhado de batatas, arroz e legumes. A fechar a refeição um delicioso e artístico bolo de chocolate. A estrela da refeição, um vinho do Douro: Cabeça do Pote!

Agora vamos lá para fora, ver o mundo! Andar de barco provoca um sentimento paradoxal no coração: ao mesmo tempo que nos sentimos pequeninos ali no meio daquele vale e daquele rio imenso; somos grandes, tão grandes como o Douro, como se nos misturássemos e fossemos todos uma mesma unidade. O vento arrefece-nos a pele aquecida pelo sol e os nossos olhos não param de gravar a encosta vinhateira que se desenrola à nossa frente. Os socalcos do monte são tão perfeitos que parecem desenhados por artistas consagrados para que neles se plantam e se colham as melhores uvas que darão os melhores vinhos.

Eu ficava aqui mais um milhão de linhas a falar deste dia fantástico, mas deixo apenas um conselho: em época de vindimas, este é aquele passeio que temos que fazer!!!

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